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Radar Elektrônico


O povo mal educado e o DJ !!!!!!!! PDF Imprimir E-mail
Escrito por Raul Vax   
Qua, 13 de Maio de 2015 16:22

O que temos presenciado ultimamente, é uma intenção exagerada do público em interferir na apresentação dos DJs: desde o famigerado celular com o nome de uma música (do agrado do dono do celular) que é "mostrado" insistentemente ao DJ, até o pedido para que se toque Techno (ou Minimal) numa "balada de playboy" (ou vice-e-versa).

Esse comportamento extremamente invasivo - e mal educado - criou uma legião de eternos insatisfeitos com a trilha sonora dos locais que eles frequentam, não sendo incomum a pergunta endereçada ao DJ (de música eletrônica): "Não vai tocar funk ?"

Nessa linha, ganhou grande repercussão nas mídias sociais o comportamento do público de um evento que vaiou o renomado DJ (de Hip Hop) KL Jay quando este tocava num show da turnê do grupo (gringo) Bone Thugs n Harmony, no Via Marques, em São Paulo, no último Domingo, 10 de maio.

KL Jay e Racionais MC´s

O que teria causado a "irritação" no público - mas que não pode ser usado como justificativa para tal comportamento - foi o atraso no início do show da atração, que viria colado na apresentação do KL Jay.

Ao ver que as vaias prosseguiam, o DJ saiu de cena aborrecido, interrompendo sua apresentação.

O que mais chamou a atenção nesse episódio, é que o público presente era (pretensamente) composto de gente que estava lá para curtir um show de Rap / Hip-Hop.

Ou seja, não se tratou daquela velha história de se estar na hora errada no lugar errado. De estar tocando um som "X" para um público "Y".

Não era um show de música sertaneja em que foi escalado um DJ de Hip Hop para abrir !

E se isso aconteceu num evento tão específico e conceitual como esse (da cena do hip hop), para quem trabalha com um público - digamos - mais heterogêneo, é melhor colocar as barbas de molho !

KL Jay e Racionais MC´s

Última atualização em Qua, 13 de Maio de 2015 16:38
 
Calvin Harris no Lollapalooza em São Paulo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Raul Vax   
Ter, 31 de Março de 2015 21:11

A apresentação do DJ e Produtor Calvin Harris no festival Lollapalooza em São Paulo,  no dia 29 de março de 2015, além de quebrar recorde de público do evento, acabou por provocar uma grande comoção nas redes sociais.

No festival em sí,  a apresentação do escocês foi um marco pois trouxe para um ambiente de um genuíno Festival-de-Rock, a música eletrônica em sua essência: uma pessoa sozinha no palco gigantesco forrado de painéis de LED de última geração, tocando para uma multidão ensandecida.

E só !

Calvin Harris em set em GIG pelo Mundo

Para os DJs, produtores e pessoas envolvidas com a cena eletrônica brasileira, só o fato de alguém da "classe" ter representado a categoria (ou categorias), já seria motivo de júbilo e orgulho, mas não foi isso o que se viu.

Assim que acabou o show do Calvin Harris, começaram a pipocar nas redes sociais (principalmente no Facebook), comentários criticando a apresentação,  o playlist  e até o público que o assistiu.

Alguns "posts" colocaram em dúvida se o artista estaria realmente tocando (CDJs ?)  ou apenas fingindo enquanto deixava rolar um set pré-gravado.

A "prova" disso seria uma foto de uma ficha com as instruções (para o pessoal da técnica: VJs, iluminadores e efeitos) contendo uma relação de músicas.

Logo vieram os defensores da performance do artista (entre os quais eu me incluí), para travar um UFC virtual com aqueles que estavam criticando o show.

Mas o que essa discussão revela, transcende o show do Calvin Harris: o que existe atualmente é uma dicotomia, uma verdadeira diáspora,  uma eterna luta entre o "bem" (o underground ou música eletrônica de raiz) e o "mal" (música comercial ou simplesmente EDM). 

A "classe" (parte dela),  ao invés de se unir e sentir orgulho de um representante seu estar ali, ao lado de feras do rock, atingindo um público enorme (no local e via transmissão ao vivo pela TV), preferiu criticar o estilo musical, a competência técnica do artista e a inteligência da multidão presente ao espetáculo. 

É evidente que o DJ em questão - Calvin Harris - já ultrapassou a "barreira do som" em termos da velocidade com que suas músicas alcançam o sucesso.

Como um verdadeiro hit-maker, pode se dar ao luxo de fazer um set de pouco mais de uma hora com um playlist quase 100% próprio, no qual o público presente conhecia (e cantava) 100% das letras em inglês.

Isso num país que a média mal fala (e não sabe escrever) o portugês.......

O que os detratores do DJ escocês se esquecem, é que aquilo que foi apresentado não se tratou de um "dj-set".

Foi um show, e como tal  teve que ser ensaiado, tem playlist e roteiro com programa de luz e efeitos syncados com a música.

Não existe espaço para improvisação, quando se trata de show business de altíssimo nível, com muita grana envolvida.

Mesmo a aparente rebeldia demonstrada pelo Skrillex na noite anterior, também é fruto de trabalho sério e produção esmerada, desenvolvidos com o tempo. 

Um DJ que é contratado para tocar num palco principal de um evento como o Lollapalooza, está lá por algum motivo.

Pode ser porque:

a) tem seu trabalho reconhecido;

b) suas músicas estouraram;

c) tem carisma;

d) todas as anteriores.

O que aqueles que defendem a pureza da música eletrônica têm de entender, é que existe uma gigantesca diferença entre um dj-set de um DJ que toca num club qualquer  (underground ou não), e um show de um DJ "artista" que toca num evento multimilionário para milhares de pessoas  e com transmissão ao vivo pela TV.

Ademais, é bom saber (quer se goste disso ou não) que aquelas milhares de pessoas que estão assistindo a um show desses, não estão minimamente interessadas se o DJ toca com vinil, se ele toca com CDs, se os aparelhos estão ligados, se ele usa o Sync, se ele faz dancinha, etc.

O que elas querem é se divertir, e de preferência que as músicas sejam (bem) conhecidas.

@Raul Vax

Última atualização em Qui, 02 de Abril de 2015 19:29
 
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RADAR ELEKTRÔNICO - Raul Vax

Sobre o Autor
 
Raul Vax,

•    DJ Oficial da marca "Everlast" no Brasil e DJ residente da festa “Everlast Global Sound”
•    DJ residente da “Intercollege”, a maior festa de colégios do Brasil.
•    Organizador e DJ residente do “DJ Test” (o mais importante campeonato de DJs do Brasil, promovido pela Rádio Energia 97 e Water Republic Agência de DJs.

O DJ e produtor de música eletrônica Raul Vax, em 2010,  estabeleceu definitivamente seu nome na cena internacional depois de três tours: a) Portugal  / Europa  (janeiro de 2010);  b) Canadá   / América do Norte (julho de 2010); e c) Portugal  / Europa  (novembro de 2010).

Como produtor de música eletrônica, teve várias de suas  tracks lançadas nos mais importantes sites de downloads de música eletrônica: "Beatport.com"; “Dancefuel.com”, entre outros. 

Além de transitar pelo rico universo do house, Raul Vax  faz também a ponte com as variantes tech-house, electro-house (repleta de timbres retro dos anos oitenta), e o progressive, tão consagrado nos festivais e clubes mundo afora.

Como DJ participa dos lines dos mais importantes clubs e das melhores gigs, dentre elas: D-EDGE (SP); THE WEEK (SP); CABARET (SP); CLUB A (SP); CLUBE GLÓRIA (SP); INTERCOLLEGE (SP); BLEEP (Jundiaí, SP); NA SALA (BH); FIRE CLUB (Manaus, AM); PEPPERS´S HALL (Natal, RN);  BOOM BOX (M.Cruzes, SP); ICE (SP);  ZOFF CLUB (Indaiatuba); GLASS (M.Cruzes, SP); CINEMA D (Rib. Preto, SP);  THE OPERA (Ourinhos, SP); EGO LOUNGE (Atibaia); AREIA (Ubatuba, SP); SEDNA (GO); 180 GRAUS (Ubatuba, SP); ÉBANO (SP); MANGA ROSA (SP); SPKZ (SP); UANÁ CLUB  (Tatuí, SP); DELIGHT (Rib. Preto, SP); CHALÉZINHO (BH); ); CALLY CLUB (SP); MEZZANINE (ABC, SP); PEOPLE 08  (SP); STAGGE URBANO (SP);  SECRET LOUNGE (SP); HYPE CLUB (SP); E-MUZIK (SP); O2 (SP); ASIA 70 (SP); COKELUXE (Mauá, SP); SUZI IN TRANSE (SP); MAHEEVA (SP); além de manter residências nas festas ¨DJ Test”; “Evelast Global Sound”, “Pro-Rider”; Elektribe, etc.

É artista do casting da agência "Water Republic". (www.waterrepublic.com.br)  desde 2005.